quinta-feira, 10 de março de 2011

Saiba como calcular a quantidade de blocos e tijolos por m²

via: arquitetura conceitual
São várias as dúvidas em como preparar um orçamento, contudo uma das mais frequentes diz respeito ao quantitativo dos materiais. No Blog Arquitetura Conceitual disponibiliza uma planilha no Excel de forma simples para ajudar a calcular a quantidade de tijolos por m² de parede.
Saiba agora como calcular o quantitavo sem transtornos.

Tabela no Excel: Tabela do quantitativo de tijolos e blocos (2061)

Galeria Sperone Westwater em Nova York NYC por Foster + Partners

































Sperone Westwater comemora a abertura de sua nova galeria no Bowery, em Nova York com a exposição inaugural pelo artista argentino, Guillermo Kuitca. Quase 35 anos após sua concepção, Sperone Westwater continua a apresentar uma lista internacional de artistas de renome que trabalham em uma ampla variedade de mídias. Seu novo edifício, projetado por Foster Partners, duplica a área de exposição e os pioneiros de uma abordagem inovadora ao movimento vertical dentro de um cenário galeria.

Com uma galeria que liga a parte superior quatro andares de exposição e permite que os visitantes passem gradualmente entre os níveis. É uma característica de destaque ao longo do Bowery, visível da rua, seu ritmo suave contrastando com o tráfego em movimento rápido. Em qualquer piso determinado espaço da exposição pode ser prorrogado por estacionar o quarto movimento, conforme necessário, com um elevador e escadas suplementares acesso alternativo.
A galeria oferece um leque de espaços expositivos, que variam em proporção e ambiente. O projeto incorpora uma dupla altura e espaço de exposição de 27 pés de altura ao nível da rua, com uma galeria de céu iluminado, um mezanino, um terraço com vista para um parque de escultura, e privados galerias de visualização no quarto e quinto andares. Um revés na marca sexto andar a localização dos serviços administrativos da galeria. Obras de arte será armazenado principalmente no porão, enquanto a biblioteca está localizada no topo do prédio, abaixo do piso mecânica. A fachada de vidro, que abriga a sala de atos que se deslocam, protegendo o edifício de temperaturas extremas e acusticamente de isolamento dos espaços da galeria.




sábado, 5 de março de 2011

Casa de 175 m² custou apenas R$ 100 mil


Pesquisa na ponta do lápis e planejamento minucioso foram as chaves para que a família gaúcha saísse do apartamento alugado diretamente para a casa de 175 m² feita em apenas seis meses, com orçamento de R$ 100 mil. Confira uma casa feita de materiais recicláveis nos EUA e uma casa econômica que soube aproveitar o espaço de um pequeno lote.





Quando o proprietário requisitou o apartamento alugado, o casal Giancarlo Gasparotto e Cristina Goulart percebeu que era o momento de investir na construção da casa própria. O terreno para isso já existia: com 200 m² e localizado na zona norte de Porto Alegre, custou R$ 28 mil em 2006. Eles tinham também um apartamento de um quarto, onde viveram até a chegada dos filhos: Lucca, 10 anos, Maria Julia, 8 anos, e Laura, 3 anos. “Decidimos vender esse imóvel para aplicar na obra. Porém, notamos que os R$ 80 mil obtidos seriam insuficientes para a casa do tamanho desejado”, conta Giancarlo, que é arquiteto. Fizeram, então, um extenso levantamento de custos de materiais e mão de obra, além de um plano de voo detalhado. “Cálculos minuciosos mostraram que economizaríamos uma boa quantia se as paredes não fossem rebocadas nem pintadas, mas apenas caiadas”, diz. Essas e outras soluções econômicas foram agregadas ao projeto, criado por Giancarlo, enquanto o casal juntava mais R$ 20 mil. “Começamos a empreitada sem nos desviar da programação. Em seis meses, já estávamos nos mudando para a casa nova, de 175 m²”, completa ele. A obra, finalizada em maio de 2009, saiu por R$ 571 o m², bem abaixo do Índice A&C daquele mês, que previa o valor de R$ 996,26 o m² para construções de padrão simples no Sul do Brasil.


Exceto pelas duas paredes simples de alvenaria que apoiam a escada, as divisórias internas restantes foram feitas com OSB – painéis de tiras de madeira unidas por resina (Madeireira Mazon). Nos banheiros, as placas escondem os encanamentos.


Da sala, no primeiro meio-nível da casa, veem-se os três lances de escada, que levam aos outros andares. Para cima, há o quarto do casal e mais ao alto o dos filhos. Quem desce chega ao térreo, ocupado por garagem e área de serviço.


Contígua à sala, a cozinha se abre para o quintal, onde há um pergolado de 10 m² feito com sobras de madeira. As portas de correr de vidro (Rei das Aberturas) levam luminosidade e ventilação para a área social, já que não há esquadrias nas laterais.



Dividida em quatro meios-níveis, a casa se adapta à condição do terreno, além de aproveitar a largura do lote. Quem chega passa por um corredor que leva ao primeiro lance de escada (divisórias separam a área da garagem).

ECONOMIA:

1. Implantação - Para evitar gastos com movimentos de terra, buscou-se manter a topografia original do terreno. Houve apenas dois pequenos cortes, e a casa se ergue em quatro meios-níveis.
2. Estrutura - Nada de lajes: os entrepisos foram estruturados com caibros de madeira de lei. Assim, a carga da construção foi reduzida e dispensou fundações mais profundas.
3. Revestimentos - Piso, forro, paredes e fachada ganharam revestimento de assoalho de eucalipto reflorestado, protegido com stain fungicida à base de água (Madeireira Jaquirana). “Descobrimos uma madeireira próxima que vendia essa madeira por um preço bem acessível, e assim evitamos mais gastos com transporte. A escolha de um mesmo material também facilitou o andamento obra e não gerou sobras”, fala o arquiteto.
4. Alvenaria - As paredes laterais, nas divisas do terreno, são de tijolos maciços comuns. Duplas, elas têm função estrutural. Internamente, outras duas apoiam a escada. As superfícies foram apenas caiadas. “Economizamos água, areia, tinta e mão de obra.”
5. Elétrica - Giancarlo deixou aparentes as instalações elétricas: “Apesar de ter gasto mais com os materiais, reduzi o tempo da obra, uma vez que o eletricista pôde trabalhar assim que as paredes e os pisos estavam prontos”.
6. Hidráulica - O arquiteto tirou licença de um mês e meio do trabalho para administrar a construção mais de perto. Nesse período, ele mesmo fez as instalações hidráulicas. “Cheguei a contratar duas empresas para o serviço, mas nenhuma cumpriu os prazos. Como não queria atrasos, decidi colocar a mão na massa.”
7. Telhado - É composto de telhas de fibra sintética reaproveitadas (Lifer Fibrotelhas). “Feitas com material de telhas de fibra antigas, saem mais em conta”, fala Giancarlo. Como deixam passar uma boa dose de luminosidade, o arquiteto aproveitou para fazer alguns cortes no forro e formar claraboias – tampadas com chapas de acrílico.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Jacques Herzog e Pierre de Meuron - Complexo Cultural Teatro de Dança

Lâminas entrelaçadas dão forma ao teatro de dança.





balança do bairro da Luz, que às vezes pende com estardalhaço para a Cracolândia - região degradada pela venda e consumo de drogas em pleno centro de São Paulo -, pode ganhar mais um contrapeso caso se concretize a intenção da Secretaria da Cultura estadual de implantar o Complexo Cultural Teatro de Dança no terreno onde funcionou durante anos a principal rodoviária paulistana. Projetado pelos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, ele vai somar esforços com o Museu da Língua Portuguesa, de Paulo Mendes da Rocha, e a Sala São Paulo, de Nelson Dupré, na proposta de fazer da cultura um dos focos de estímulo para a revitalização da área.



No início de julho foi divulgado o estudo preliminar preparado pelo escritório Herzog & De Meuron, contratado pela secretaria. Apenas uma praça vai separar o edifício da Estação Júlio Prestes - projetado por Christiano Stockler das Neves e no qual há dez anos Dupré inseriu a Sala São Paulo - do complexo cultural que, segundo a secretaria, vai colocar São Paulo definitivamente na rota dos grandes projetos de arquitetura internacional.
Segundo o órgão paulista, a convocação de Herzog & De Meuron, contratado por notória especialização, entre outros motivos, ocorreu depois de a empresa inglesa TPC Theatre Projects Consultants, também a convite da secretaria, ter definido o perfil do futuro complexo e detalhado o programa de cada item. Seus técnicos estudaram e analisaram a cidade para dimensionar um teatro de características únicas.
A partir desse estudo, a secretaria selecionou escritórios internacionais de arquitetos que poderiam se interessar em desenvolver o projeto: o inglês Norman Foster, o argentino radicado nos EUA Cesar Pelli, o holandês Rem Koolhaas e a dupla suíça. “Queríamos provocar um escândalo na arquitetura brasileira. No bom sentido”, provoca o secretário da Cultura, João Sayad. Mesmo detentores do Pritzker, Oscar Niemeyer e Mendes da Rocha foram descartados, segundo Sayad, por já terem outros projetos na cidade. Na avaliação do secretário, a arquitetura de Foster, Pelli e Koolhaas torna seus projetos facilmente reconhecíveis em qualquer parte do mundo, enquanto a de Herzog & De Meuron revela-se sempre inovadora, invulgar.
A decisão provocou, se não escândalo, pelo menos um choque no meio arquitetônico paulista. De um lado, alguns defenderam a contratação dos suíços, pelos antecedentes de sua admirada arquitetura. Outros, contrariados, contestaram não o trabalho dos arquitetos escolhidos, mas a forma de escolha, argumentando que seria mais justa a realização de um concurso internacional.

Com o caderno do estudo preliminar do TPC nas mãos, Sayad aponta, bem-humorado, a planta de uma das salas e diz: “Aqui vai ficar o camarote do secretário”. Para chegar a ele, Sayad - ou seu eventual sucessor - terá apenas que atravessar a praça Júlio Prestes (a sede da secretaria fica no edifício que também abriga a Sala São Paulo) e percorrer a rampa que demarca a entrada principal do complexo. A partir do lobby, poderá se dirigir a um das dezenas de ambientes, que se distribuirão por aproximadamente 95 mil metros quadrados de área construída. Entre outros, o conjunto contará com três teatros: um para dança e ópera, com 1.750 lugares; outro destinado a teatro e recitais, para 600 espectadores; e uma sala experimental, de 450 lugares.
O conceito intrínseco ao projeto de Herzog & De Meuron foi mesclar e combinar o máximo de atividades possível, transpondo para o edifício a dinâmica da metrópole paulistana. O conjunto possui quatro pavimentos (e altura média de 23 metros), dos quais não se consegue fazer uma leitura externa linear nem definir uma hierarquia entre as fachadas. Uma abordagem possível é a de uma praça suspensa, composta por um jogo de lâminas entrelaçadas nos dois sentidos, que se integra às áreas verdes que a dupla propõe para o entorno.

A quadra abrangida pela intervenção é formada pela praça Júlio Prestes e trechos da rua Helvétia e das avenidas Rio Branco e Duque de Caxias. “Nosso objetivo é criar um espaço cultural bem localizado e de fácil acesso à população, próximo das linhas de metrô e trem. São Paulo merece um grande marco arquitetônico e esse complexo desempenhará tal papel”, avalia Sayad.
Os recursos estimados pelo Estado para a construção do complexo são de 300 milhões de reais, parte dos quais se pretende obter por meio de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Herzog & De Meuron devem receber por seu trabalho cerca de 8,5% desse total, o que representa quase 26 milhões. A secretaria prevê que a licitação para dar início à obra seja realizada no segundo semestre de 2010.


Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 354 Agosto de 2009

Livro traz noções básicas de como elaborar um projeto, da concepção à apresentação

Como os demais livros da série Fundamentos, lançada pela editora Bookman, “Fundamentos de Arquitetura” é voltado para iniciantes. 

Graças a isso, a publicação se consagrou na Europa e Estados Unidos como ferramenta de ensino para estudantes de primeiro ano de arquitetura. 

Com diagramação limpa, linguagem acessível e imagens didáticas, ele é um instrumento para que o estudante compreenda como elaborar um projeto, desde sua concepção até a fase final de apresentação. 

Está dividido em seis capítulos: inserção no contexto, história e precedentes, construção, representação gráfica, ideias contemporâneas e etapas de desenvolvimento de projeto.

Além disso, apresenta ao estudante temas fundamentais para quem trabalha com arquitetura, como clima, escala, reciclagem, materiais inovadores e sustentabilidade. 

E traz noções de como elaborar croquis, maquetes e detalhamento de projeto. 

A autora do livro, Lorraine Farrelly, é arquiteta e professora de arquitetura e design da Portsmouth School of Architecture, na Universidade de Portsmouth, Inglaterra. 

Também é sócia-fundadora do escritório Pearce Architects e membro da Royal Society of Arts de 1991. 

Serviço:
- “Fundamentos de Arquitetura”.
- Autor: Lorraine Farrelly.
- Editora: Bookman.
- 2011.
- Português.
- Dimensões: 23 por 20cm.
- 176 páginas.
- Capa: Brochura.
- Preço: R$ 77,00.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Um dos maiores edifícios culturais

Zaha Hadid anuncia a conclusão da Guangzhou Opera House, na China



A arquiteta iraquiana Zaha Hadid anunciou a conclusão da Guangzhou Opera House, na China. 
Um dos maiores edifícios culturais em construção durante os últimos anos no planeta é também uma 
das maiores obras já realizadas por Zaha e o cerne do desenvolvimento turístico da região.



A construção conta com um auditório de 1,8 mil lugares e uma sala de concertos para 400 pessoas, e ocupa a margem do Pearl River, conectando o setor cultural adjacente ao novo bairro empresarial de Guangzhou’s Zhujiang




Segundo Zaha, seu design é influenciado pelapaisagem natural da região, marcada por rios e vales.

Linhas curvas e suaves definem a volumetria do edifício, ao mesmo tempo em que penetram em seu interior, criando vãos que funcionam como áreas de circulação, sagüões e cafeterias. 


A entrada de luz natural é uma característica marcante da edificação, graças às grandes aberturas de sua fachada. À noite, a iluminação artificial dá um novo caráter à edificação, que se destaca na paisagem da cidade.




O que faz um Arquiteto?


A atuação do arquiteto abrange a escala da cidade à da cadeira – ou seja, a formação o torna apto a projetar e coordenar até a obra de um arranha-céu
É muito comum em nosso país a confusão entre que trabalhos o arquiteto pode realizar e que trabalhos são atribuições dos engenheiros. Arquitetos podem calcular estruturas? Engenheiros podem fazer projetos arquitetônicos? Arquitetos podem tocar uma obra? “Quero construir ou reformar uma casa, qual deles devo chamar?” é uma pergunta que se ouve com frequência.
Essas dúvidas perturbam não só futuros clientes desses profissionais, mas também estudantes prestes a escolher entre uma das duas profissões. Por isso, é ainda mais grave constatar que mesmo nas faculdades essa questão não está bem resolvida.
É fácil visitarmos sites, blogs e comunidades de engenheiros na internet e encontrarmos colocações do tipo: “Nunca deixe um arquiteto fazer um projeto estrutural e, muito menos, executar a obra. Isso é trabalho de engenheiro! Arquiteto faz projeto arquitetônico e ponto.” Apesar de equivocada, tal afirmação é repetida para quem quiser ouvir.
A formação do arquiteto possibilita uma vasta atuação que está expressa pela Lei Federal 5194/1966 e pela resolução 218/1973, que determinam as atribuições do arquiteto e urbanista e as especificações de serviços que podem executar, cabendo ao arquiteto as seguintes atividades referentes a edificações, conjuntos arquitetônicos e monumentos, arquitetura paisagística e de interiores; planejamento físico, local, urbano e territorial, e serviços afins e correlatos:
  • - Estudo, planejamento, projeto e especificação
  • - Assistência, assessoria e consultoria
  • - Direção de obra e serviço técnico. Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico
  • - Desempenho de cargo e função técnica
  • - Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica e extensão
  • - Elaboração de orçamento
  • - Padronização, mensuração e controle de qualidade
  • - Execução de obra e serviço técnico
  • - Fiscalização de obra e serviço técnico
  • - Produção técnica e especializada
  • - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção
  • - Execução de instalação, montagem e reparo
  • - Operação e manutenção de equipamento e instalação
  • - Execução de desenho técnico
Como podemos ver, o arquiteto está habilitado a realizar não só atividades relacionadas ao projeto, como também pode coordenar obras completas e calcular estruturas. Nas faculdades de arquitetura há inúmeras matérias relacionadas a cálculo, estruturas, hidráulica, elétrica e materiais e, frequentemente, essas disciplinas são ministradas por engenheiros, dentro das faculdades de engenharia, como acontece na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.
Mas, então, qual é a diferença entre o arquiteto e o engenheiro?
A formação do arquiteto é muito ampla e reúne não só matérias técnicas, como as mais conceituais. Versa tanto sobre resistência dos materiais, quanto sobre história e arte. O arquiteto é, antes de tudo, um humanista.
Talvez esteja aí a principal diferença entre engenheiros e arquitetos. Enquanto o primeiro está preocupado com o edifício, com as questões técnicas da construção, o segundo está preocupado com o ser humano que ocupará esta construção. Com o indivíduo, com as relações entre o homem e o espaço construído.
A participação do engenheiro começa na fabricação dos materiais e vai até a execução da obra, passando por diversos projetos. O diálogo com os arquitetos é constante e fundamental.
Quando começa um projeto, o arquiteto analisa primeiramente o terreno em que os prédios ou casas serão implantados. Há vizinhos? São altos, baixos, muitos ou poucos? Estão próximos ou distantes? O que há em volta, uma cidade ou uma montanha? Existem belas vistas para alguma direção? De que lado nasce o sol? É um local frio? O terreno é plano ou inclinado? Fica na praia ou no campo?
Às respostas obtidas, o arquiteto soma outras sobre as necessidades do cliente: de quantos quartos ele precisa, quantas pessoas vão habitar aquela futura casa, quanto dinheiro o cliente tem para gastar?
A partir desses questionamentos, o arquiteto monta o que chamamos de programa de necessidades, que vai embasar todo o projeto. Quando iniciar um trabalho, é importante nunca pular essa etapa do trabalho. Um programa mal feito certamente acarretará um edifício desconfortável.
Com um programa em mãos, o arquiteto colocará toda a sua experiência de vida, os seus conhecimentos técnicos e artísticos a serviço do cliente. Buscará projetar o edifício mais eficiente e belo, mais bem inserido no lote, mais eficiente energeticamente e que melhor responda às necessidades e aspirações do cliente, tudo isso pelo melhor custo-benefício.
O trabalho do arquiteto é, por natureza, generalista e a este se juntarão os trabalhos de outros profissionais, em geral engenheiros especialistas, como os calculistas, engenheiros de elétrica, hidráulica, de ar condicionado e outros. Todos estes projetos devem ser coordenados pelo arquiteto, que possui visão global sobre o projeto.
Desta forma, o primeiro a trabalhar num projeto é o arquiteto, que posteriormente distribui este projeto para diversos especialistas e ao final, junta tudo num grande pacote, processo que chamamos de compatibilização, para que a obra possa ser corretamente orçada e executada. Estes dois últimos trabalhos podem ser executados tanto por arquitetos, quanto por engenheiros.
Arquitetos podem realizar obras de qualquer tamanho? Sim. Apesar de no Brasil as grandes obras serem geralmente coordenadas por engenheiros, os arquitetos estão aptos para tal. Em países como a Espanha é quase obrigatória a figura do “arquiteto da obra” ao invés do “engenheiro da obra”. Mas é bom dizer que, se uma maior presença dos arquitetos nas obras seria benéfica para a nossa construção, nossa engenharia é extremamente desenvolvida e competente.
O arquiteto pode desenvolver projetos de residências, escolas, edifícios de escritórios, museus, bibliotecas, universidades; prédios de apartamentos, fábricas e hospitais; empreendimentos novos, reformas e restauro. Além desses serviços, pode ainda realizar projetos de paisagismo, desenho urbano, desenho industrial e programação visual. Note-se, portanto, que a sua atuação vai da escala da cidade à da cadeira – de um grande parque a um pequeno objeto. Entender a relação entre essas diversas escalas é uma atividade ao mesmo tempo desafiadora e gratificante.
Lucio Costa, autor do projeto da nossa capital que vai completar 50 anos, definiu arquitetura como “construção concebida com a intenção de ordenar e organizar plasticamente o espaço, em função de uma determinada época, de um determinado meio, de uma determinada técnica e de um determinado programa.”
fonte: UOL