sábado, 19 de março de 2011

Diller Scofidio + Renfro - Museu, Rio de Janeiro















Identidade carioca terá novo templo em Copacabana



Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, a nova sede do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS/RJ) tem a missão de se tornar o templo da identidade carioca e um ponto de encontro para a população e para turistas brasileiros e estrangeiros.
Implantado na avenida Atlântica, em Copacabana, o prédio substituirá as instalações do museu aberto em 1965, que atualmente funciona em dois endereços, na praça 15, região central da cidade, e na Lapa. Ele ainda abrigará o Museu Carmen Miranda, hoje localizado no bairro do Flamengo.







A nova sede do MIS/RJ - uma iniciativa do governo do estado do Rio e da Fundação Roberto Marinho - teve concepção arquitetônica escolhida em concurso internacional vencido por Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, titulares do estúdio Diller Scofidio + Renfro, de Nova York.

O desenvolvimento do projeto está a cargo do escritório brasileiro Índio da Costa Arquitetura, Urbanismo, Design e Transporte. Os arquitetos norte-americanos propuseram o museu na forma de um bulevar vertical com sete pavimentos, percurso contínuo externo e volumetria que corresponde ao traçado de rampas e patamares sequenciais.
Para explicar a ideia que serviu de inspiração à fachada, os autores usam a imagem do calçadão de Copacabana dobrado e transformado em elemento vertical. Mas certamente esta não é a única referência do projeto, que apresenta conceito e linguagem semelhantes à proposta que Diller Scofidio + Renfro desenvolveu em 2001 para oMuseu de Arte e Tecnologia de Nova York, que não chegou a ser implantada.
Primeiro museu audiovisual brasileiro, o MIS/RJ conduzirá o visitante num passeio pela rica história cultural da cidade, conhecida pela criatividade de suas manifestações artísticas e pela diversidade de ritmos musicais. A divisão interna prevê três grandes eixos, a começar pela Galeria de Exposições, uma espécie de vitrine do acervo.

A seguir virão a Fábrica da Memória, que transformará a produção memorialista em produto cultural, e o Centro de Documentação, espaço destinado ao público pesquisador. Além de salas de exposições permanentes e temporárias, o programa inclui sala para teatro e cinema com 300 lugares, loja, café, restaurante panorâmico, terraço, piano-bar e mirante no topo do edifício.
O acervo da instituição inclui 22 coleções particulares, doadas ou adquiridas, que reúnem itens como fotos, cartazes, discos, filmes e textos. O MIS/RJ também produz parte de seu acervo a partir da gravação em áudio e vídeo de depoimentos dados por personalidades ligadas à cultura. São cerca de mil depoimentos e aproximadamente 4 mil horas de gravação, disponíveis para consulta.
A curadoria MIS/RJ ficou a cargo do jornalista Hugo Sukman. Para apresentar aos frequentadores o acervo da instituição, ele dividiu o museu em temas como humor, música, natureza, noite carioca e modo de vida, no qual será inserido o acervo de Carmen Miranda. Moderna e atraente, capaz de interagir com diversos públicos, a museografia é assinado porDaniela Thomas Felipe Tassara.






Fonte: Arcoweb

sexta-feira, 18 de março de 2011

Seis projetos ensinam como aproveitar áreas ociosas!

Em casas compactas, os centímetros do canto escuro embaixo da escada ou da quina da sala valem muito. Estes seis projetos bem bolados ensinam a tirar partido de áreas ociosas. 



Para não ocupar as paredes da sala com uma estante grande, a arquiteta Carla Pontes usou o espaço de 3,40 m de comprimento sob a janela. “Assim, liberamos as demais áreas para recostar o sofá e as poltronas”, justifica. Com 23 cm de profundidade, a peça de madeira ebanizada organiza livros e objetos sem atrapalhar a vista. “Por ser estreita, ela não impede quem quer olhar pela janela.” Repare que o desenho dos nichos fica alinhado com as esquadrias. Apesar de ser composto de três módulos distintos, o tom escuro do móvel camufla as junções. A divisão da estante em três módulos de 85 cm de largura (os laterais) e 1,70 m de largura (o central) facilitou o transporte pela marcenaria, a Forma Line. Com 70 cm de altura, ela foi fixada acima do rodapé, opção que trouxe leveza. Sofá da Decameron, mesa de centro da Desmobilia, cadeira Panton da City Design e tapete da Tecer.


Tirando proveito da marcenaria, a arquiteta Simone Goltcher encaixou uma miniadega no hall que antecede o lavabo deste apartamento. “Era um espaço perdido na planta, deixado pela construtora. A proximidade com a sala de jantar facilitou a definição do uso”, diz. No desenho, um painel de madeira com furos para garrafas divide com a cave o nicho de 80 x 45 cm, altura de 2,10 m. À meia altura, uma bancada oferece apoio. “A iluminação embutida em cima é feita com LEDs, que não interferem na temperatura das bebidas.” Revestido de pau-ferro, o móvel foi executado pela Móbile Arts. O painel com furos comporta até 24 garrafas e a bancada ao centro serve de apoio na hora de abrir as bebidas.





O espaço de 2,15 m² ao lado da sala de jantar tem o mesmo formato de uma floreira localizada no andar inferior da casa. “Era um canto ocioso que ficou perfeito como louceiro, pois se situa ao lado da mesa de refeições e próximo à cozinha”, explica o designer de interiores Eltom Rosa, autor da reforma com o arquiteto Janis James. Pratos e taças ocupam as prateleiras enquanto as gavetas guardam faqueiros, toalhas e jogos americanos. Se a porta de correr está fechada, o compartimento passa despercebido.


O vidro jateado confere leveza à porta de 1,50 x 2,65 m de altura com moldura laqueada. No interior do louceiro, prateleiras e gavetas são laminadas.







O sofá em L transformou a varanda com churrasqueira, de 11 m², em um estar informal para reunir os amigos. O móvel esconde um baú na parte maior da base fixa de freijó escurecido. “Dimensionamos este nicho para guardar itens como grelhas e espetos”, conta a arquiteta Marcia Monteiro, autora do projeto e sócia de Fernanda Morato. No estofado, a lona de caminhão reciclada garante resistência e um charme rústico, mesmo efeito das gavetas feitas de caixas de vinho, que aproveitam os 95 cm de largura sob a pia.



Camufl ado no sofá, o baú (Marcenaria e Decorações Fazzio) mede 1,31 m x 55 cm, altura de 31 cm. A lona do estofado é da JRJ, e o sistema de vidro que fecha a varanda, da Vetro System. Carrinho da Raul´s e mesa da Tora Brasil. Jarras e copos da Spicy.

Um móvel estreito guarda CDs e taças nesta sala decorada pela arquiteta Nara Grossi. “A peça evitou perder espaço na largura do ambiente com os 45 cm de profundidade de um bufê-padrão. Este tem apenas 20 cm”, diz. Dividido em quatro módulos assimétricos de MDF laqueado, o conjunto também sustenta quadros e livros. “O acabamento chanfrado das portas não deixa ver a espessura da madeira. A ideia era tornar o desenho leve e integrar melhor o móvel ao ambiente.” Sobre o piso, o baú de laminado esconde revistas












Fonte: Casa Abril

Panos de vidro integram exterior e interior

Uma minifloresta cerca esta casa de 300 m² em plena metrópole paulistana. Reformada com muito vidro e acabamentos rústicos, ela mimetiza o verde ao redor sem ofuscar a elegância de sua arquitetura contemporânea e o aconchego da decoração, composta de móveis de família. Da mata para a represa, mostramos uma casa que também extraiu o melhor da paisagem! 




Toc-toc. Não é ninguém batendo à porta e os moradores sabem disso. Já se acostumaram ao barulho dos pica-paus perfurando as árvores que cercam a casa, instalada em uma mini floresta de 665 m². A construção fica em um precioso trecho verde do Morumbi, bairro que tem a quinta maior cobertura vegetal por habitante de São Paulo. “Compramos a casa por causa do terreno. O contato com a natureza é um luxo na cidade”, conta a moradora. No entanto, para receber a família – um casal com três filhos –, a planta original, com 120 m² e dois quartos, precisaria ser repensada. Irmã da proprietária, a arquiteta Claudia Haguiara idealizou a reforma, que somou 180 m² à morada. Apesar de pequena, a construção original reunia características atraentes, como os traços contemporâneos e a implantação respeitosa. “A casa me encantou pela estrutura metálica e pela integração com a vegetação do terreno. Na ampliação, não poderíamos perder seu jeito de refúgio no meio da mata”, diz a arquiteta Claudia Haguiara. A reforma fechou com vidro os blocos de cima, antes separados, o que trouxe mais área interna e claridade. Assim, a planta ficou com três suítes, um estar maior e uma lavanderia – posicionada sob o volume em balanço da construção. “Esse quadrado fica recuado e foi pintado de preto, opções que mantêm a discrição das intervenções.”

A fachada era uma caixa fechada. A reforma expôs a estrutura de aço e substituiu parte da alvenaria por vidro. Cortinas de voal da Divano Decorações. A vegetação é composta de guaimbês.

Na lateral, a casa tem jeito de mirante graças à varanda com deque. Chama a atenção o mix de materiais, caso do aço corten dos pilares e do fulget da escada (Vieira de Menezes Pisos e Revestimentos).

O piso do estar mostra a diferença entre a área original, de ipê, e a parte ampliada, de cimento queimado. A parede ganhou tecnocimento (Carlos Eduardo Nakazato). Sofá Togo, da Ligne Roset.




Uma porta de correr de lousa separa a sala da cozinha, que tem armário de laminado amarelo e tampo de aço inox. Luminárias do Laboratório da Luz. Mesa e cadeiras vieram de feirinhas de usados.









Em qualquer parte da sala, dividida em três ambientes, o verde é sempre personagem central. O sofá preto e as poltronas são herança de família. Na lateral esquerda, no canto, você vê a mesinha cinza da Forma.


Na sala de jantar, os móveis de época mais uma vez marcam a decoração. “O conjunto de mesa e cadeiras era da minha avó”, conta a moradora. O bufê veio de uma feirinha e o lustre industrial foi presente da arquiteta



Os novos fechamentos de vidro integraram dentro e fora, fazendo surgir quadros vivos em salas e quartos. Diante do verde, a decoração com móveis de família ou comprados em feirinhas se aquieta, apoiada em uma base neutra. “Usei pedra, aço corten, madeira e cimento queimado, materiais que combinam com o entorno”, diz Claudia Haguiara. Na área externa, caminhos de fulget se integram à paisagem de helicônias, guaimbês, palmeiras, abacateiros, amoreiras e muitas outras árvores, já existentes na mata nativa, morada de corujas, preás e inúmeros pássaros. Vem deles o único som que interrompe o silêncio. Toc-toc. Não é ninguém batendo à porta. São os pica-paus.


Com a ampliação do andar superior, a cozinha aproveitou um recuo formado embaixo dos quartos. Os diferentes ambientes que compõem a grande sala são integrados em um layout fluido.

No andar de cima, passarelas ao ar livre levavam aos dois quartos antigos. Com o fechamento, surgiram três suítes. O vão central com teto de vidro atinge o pé-direito de 5 m.

Fonte: Casa Abril

sábado, 12 de março de 2011

A força da COR!


Imaginemos uma cidade monocromática, de qualquer cor, um conjunto edificado de uma única cor: as ruas, as edificações, tudo... É possível imaginar? Os diversos volumes que compõem as diversas edificações todos num mesmo tom, sem manchas, sem variações tonais... Tudo pintado absolutamente igual!


Pode estar parecendo um exercício mental, mas experimente mudar a cor, do rosa para o amarelo, do amarelo para o verde e assim por diante, pode ser qualquer cidade: Salvador, São Paulo, Paris, Nova Iorque, Xangai, qualquer uma mesmo! Conseguiu imaginar? Achou feio?


Agora vamos começar a manchar essa única cor com uma outra... Só uma... Não vá formar um arco-íris na sua mente, por favor! Uma edificação mais limpa, outra menos! Ou então imagine tons de uma mesma cor: edificações mais claras outras mais escuras. Consegue enxergar como as coisas começam a ficar mais claras? Como os edifícios começam a ressaltar sua volumetria, sua estética, uns em relação aos outros? Como a idade da própria edificação começa aparecer, mostrando sua época seu estilo, sua identidade?

Vamos então, começar a enxergar os edifícios de cores diferentes: um todo turquesa, outro vermelho, outro laranja! Podem ser cores quentes ou frias, mas cada edificação com sua cor... Começamos a notar melhor a paisagem, já vemos mais destacadas, numa vista área, as ruas: suas sinuosidades ou linearidades! Como os elementos começam a ser mais claros.



Não se aborreça! Mas imagine prédios com diversos volumes, texturas, materiais e cores... As mais diversas! Uns com duas, outros três, quatro, cinco, quantas cores você quiser que um edifício possua! Imaginou? Certamente sua cidade tornou-se um lugar marcante, os edifícios são distintos e as cores ressaltam suas formas!


Acredito que a cor é o elemento que mais impressiona os olhos, mais até que a forma ou a textura da edificação, de longe a percebemos e podemos até nos enganar com o estado real da edificação, sua forma, seus materiais... Podemos perceber a mesma edificação de diversas formas, dependendo da cor ou das cores dos materiais!

Repita o exercício, só que agora não use uma cidade, use uma edificação qualquer! Como ela muda dependendo da cor que possuí! Como você a percebe caso esteja branca, cinza ou preta, multicolorida! A cor tem força e nos fala tanto quanto a forma, ressalta as qualidades estéticas dos volumes e dos diversos materiais, impressiona! Observemos como a natureza é colorida e como os seus elementos possuem cores que distinguem uns dos outros.

Antes de uma arquitetura nos impressionar pela forma, o que primeiro nos chama atenção para esta é sua cor... uma caixa branca no topo de um edifício, é totalmente diferente de uma vermelha, mesmo que possuam a mesma forma e dimensões!



quinta-feira, 10 de março de 2011

Arquitetura em Toronto, Canadá

Pra quem é fã de concreto e madeira.









































































































Saiba como calcular a quantidade de blocos e tijolos por m²

via: arquitetura conceitual
São várias as dúvidas em como preparar um orçamento, contudo uma das mais frequentes diz respeito ao quantitativo dos materiais. No Blog Arquitetura Conceitual disponibiliza uma planilha no Excel de forma simples para ajudar a calcular a quantidade de tijolos por m² de parede.
Saiba agora como calcular o quantitavo sem transtornos.

Tabela no Excel: Tabela do quantitativo de tijolos e blocos (2061)

Galeria Sperone Westwater em Nova York NYC por Foster + Partners

































Sperone Westwater comemora a abertura de sua nova galeria no Bowery, em Nova York com a exposição inaugural pelo artista argentino, Guillermo Kuitca. Quase 35 anos após sua concepção, Sperone Westwater continua a apresentar uma lista internacional de artistas de renome que trabalham em uma ampla variedade de mídias. Seu novo edifício, projetado por Foster Partners, duplica a área de exposição e os pioneiros de uma abordagem inovadora ao movimento vertical dentro de um cenário galeria.

Com uma galeria que liga a parte superior quatro andares de exposição e permite que os visitantes passem gradualmente entre os níveis. É uma característica de destaque ao longo do Bowery, visível da rua, seu ritmo suave contrastando com o tráfego em movimento rápido. Em qualquer piso determinado espaço da exposição pode ser prorrogado por estacionar o quarto movimento, conforme necessário, com um elevador e escadas suplementares acesso alternativo.
A galeria oferece um leque de espaços expositivos, que variam em proporção e ambiente. O projeto incorpora uma dupla altura e espaço de exposição de 27 pés de altura ao nível da rua, com uma galeria de céu iluminado, um mezanino, um terraço com vista para um parque de escultura, e privados galerias de visualização no quarto e quinto andares. Um revés na marca sexto andar a localização dos serviços administrativos da galeria. Obras de arte será armazenado principalmente no porão, enquanto a biblioteca está localizada no topo do prédio, abaixo do piso mecânica. A fachada de vidro, que abriga a sala de atos que se deslocam, protegendo o edifício de temperaturas extremas e acusticamente de isolamento dos espaços da galeria.




sábado, 5 de março de 2011

Casa de 175 m² custou apenas R$ 100 mil


Pesquisa na ponta do lápis e planejamento minucioso foram as chaves para que a família gaúcha saísse do apartamento alugado diretamente para a casa de 175 m² feita em apenas seis meses, com orçamento de R$ 100 mil. Confira uma casa feita de materiais recicláveis nos EUA e uma casa econômica que soube aproveitar o espaço de um pequeno lote.





Quando o proprietário requisitou o apartamento alugado, o casal Giancarlo Gasparotto e Cristina Goulart percebeu que era o momento de investir na construção da casa própria. O terreno para isso já existia: com 200 m² e localizado na zona norte de Porto Alegre, custou R$ 28 mil em 2006. Eles tinham também um apartamento de um quarto, onde viveram até a chegada dos filhos: Lucca, 10 anos, Maria Julia, 8 anos, e Laura, 3 anos. “Decidimos vender esse imóvel para aplicar na obra. Porém, notamos que os R$ 80 mil obtidos seriam insuficientes para a casa do tamanho desejado”, conta Giancarlo, que é arquiteto. Fizeram, então, um extenso levantamento de custos de materiais e mão de obra, além de um plano de voo detalhado. “Cálculos minuciosos mostraram que economizaríamos uma boa quantia se as paredes não fossem rebocadas nem pintadas, mas apenas caiadas”, diz. Essas e outras soluções econômicas foram agregadas ao projeto, criado por Giancarlo, enquanto o casal juntava mais R$ 20 mil. “Começamos a empreitada sem nos desviar da programação. Em seis meses, já estávamos nos mudando para a casa nova, de 175 m²”, completa ele. A obra, finalizada em maio de 2009, saiu por R$ 571 o m², bem abaixo do Índice A&C daquele mês, que previa o valor de R$ 996,26 o m² para construções de padrão simples no Sul do Brasil.


Exceto pelas duas paredes simples de alvenaria que apoiam a escada, as divisórias internas restantes foram feitas com OSB – painéis de tiras de madeira unidas por resina (Madeireira Mazon). Nos banheiros, as placas escondem os encanamentos.


Da sala, no primeiro meio-nível da casa, veem-se os três lances de escada, que levam aos outros andares. Para cima, há o quarto do casal e mais ao alto o dos filhos. Quem desce chega ao térreo, ocupado por garagem e área de serviço.


Contígua à sala, a cozinha se abre para o quintal, onde há um pergolado de 10 m² feito com sobras de madeira. As portas de correr de vidro (Rei das Aberturas) levam luminosidade e ventilação para a área social, já que não há esquadrias nas laterais.



Dividida em quatro meios-níveis, a casa se adapta à condição do terreno, além de aproveitar a largura do lote. Quem chega passa por um corredor que leva ao primeiro lance de escada (divisórias separam a área da garagem).

ECONOMIA:

1. Implantação - Para evitar gastos com movimentos de terra, buscou-se manter a topografia original do terreno. Houve apenas dois pequenos cortes, e a casa se ergue em quatro meios-níveis.
2. Estrutura - Nada de lajes: os entrepisos foram estruturados com caibros de madeira de lei. Assim, a carga da construção foi reduzida e dispensou fundações mais profundas.
3. Revestimentos - Piso, forro, paredes e fachada ganharam revestimento de assoalho de eucalipto reflorestado, protegido com stain fungicida à base de água (Madeireira Jaquirana). “Descobrimos uma madeireira próxima que vendia essa madeira por um preço bem acessível, e assim evitamos mais gastos com transporte. A escolha de um mesmo material também facilitou o andamento obra e não gerou sobras”, fala o arquiteto.
4. Alvenaria - As paredes laterais, nas divisas do terreno, são de tijolos maciços comuns. Duplas, elas têm função estrutural. Internamente, outras duas apoiam a escada. As superfícies foram apenas caiadas. “Economizamos água, areia, tinta e mão de obra.”
5. Elétrica - Giancarlo deixou aparentes as instalações elétricas: “Apesar de ter gasto mais com os materiais, reduzi o tempo da obra, uma vez que o eletricista pôde trabalhar assim que as paredes e os pisos estavam prontos”.
6. Hidráulica - O arquiteto tirou licença de um mês e meio do trabalho para administrar a construção mais de perto. Nesse período, ele mesmo fez as instalações hidráulicas. “Cheguei a contratar duas empresas para o serviço, mas nenhuma cumpriu os prazos. Como não queria atrasos, decidi colocar a mão na massa.”
7. Telhado - É composto de telhas de fibra sintética reaproveitadas (Lifer Fibrotelhas). “Feitas com material de telhas de fibra antigas, saem mais em conta”, fala Giancarlo. Como deixam passar uma boa dose de luminosidade, o arquiteto aproveitou para fazer alguns cortes no forro e formar claraboias – tampadas com chapas de acrílico.